quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A falta de linguados

Estive a fazer uma reflexão profunda e cheguei à conclusão que o problema da maioria dos casamentos é a falta de linguados. Os primeiros meses de namoro são fartos nesse campo. Uma boca nova e uma língua por descobrir fazem os recém-apaixonados atracarem-se a toda a hora. Lava-se os dentes dez vezes por dia, masca-se chicletes, não se come cebola nem alho. Com o casamento e a partilha da casa, não faz qualquer sentido um cônjuge sair da sala para soltar gases, por exemplo. Ainda por cima, a Oprah diz que é normal soltar-se 16 por dia. Ora, num domingo, quando a maior parte dos casais está junto as 24 horas, seria muito difícil cada um arranjar uma desculpa 16 vezes para sair da beira do outro. No total, são 32 vezes, ora um, ora outro. Seria uma grande trabalheira. Posto isto, e perante este cenário tão glamouroso, os casais tendem, também, a desleixarem-se com os linguados. O amor da nossa vida está mesmo ali ao lado, sempre, e pensamos, amanhã vou dar-lhe um valente beijo naquela boca. Mas amanhã os filhos estão sempre ali e não vamos espetar a língua na boca do cônjuge à frente deles. Quando damos por ela passaram dois ou três meses e nada de linguados. Está mal. Na minha opinião está mal. Se querem conservar os vossos casamentos, já sabem, um linguado por dia nem sabe o bem que lhe fazia.

2 comentários:

disse...

Até me fizeste rir! É o comodismo do casamento tal como tantas outras coisas:)

Tenho Ditto disse...

Ahahaha. Não posso concordar mais com isso. Eu costumo chamar os beijos de casado, um chocho bem chocho que mal se sente. Nada disso! Linguado para a frente! Ahah