"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
terça-feira, 2 de abril de 2013
À nossa volta há pessoas que não se falam, que não se gostam, que nem sequer se toleram. Estão sentadas à mesma mesa, como se nada fosse. As datas festivas têm destas coisas. O Bonga toca alto camuflando de alegria o incómodo geral.
Tiro a camisola quente, prendo o cabelo e faço-te sinal. Não há nada mais atraente do que um homem que sabe dançar. A tua perna no meio das minhas, as tuas mãos pousadas com fimeza nas minhas costas, mão com mão. Gosto que me conduzas, de ir para onde me pedes, de fazer o que o teu corpo me manda. Escolhi-te tão bem. Que Páscoa feliz.
Tiro a camisola quente, prendo o cabelo e faço-te sinal. Não há nada mais atraente do que um homem que sabe dançar. A tua perna no meio das minhas, as tuas mãos pousadas com fimeza nas minhas costas, mão com mão. Gosto que me conduzas, de ir para onde me pedes, de fazer o que o teu corpo me manda. Escolhi-te tão bem. Que Páscoa feliz.
Adaptação às circunstâncias é...
Sermos retiradas dos "Bons Blogs" do Pipoco e pensarmos que foi bom enquanto durou.
terça-feira, 26 de março de 2013
Gostava de dar porrada em certas pessoas e depois voltar atrás. Satisfazer esta minha necessidade e continuar com a minha vida como se nada fosse. Dar uma marretada bem forte na cabeça de alguns colegas, um beliscão e um puxão de cabelos a certos familiares, uma estalada bem dada a pessoas que vão passando pelos meus dias e, simplesmente, fazer um rewind e regravar outra cena por cima, mas guardando aquela sensação de dever cumprido, de justiça feita.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Quando não há nada a dizer, o melhor é estar calada. E esta semana, o pouco que tive para partilhar era mau. Maus colegas, mau ambiente de trabalho, mau tempo, mau estado de espírito. Por isso, o melhor foi mesmo estar calada. Esta semana começa... tchan tchan tchan tchan... Com uma má notícia. Estão a ver o padrão?
quinta-feira, 14 de março de 2013
Ok, ok, o novo Papa é argentino e jesuíta mas...
... o pai é italiano, ele estudou na Alemanha e é contra a contracepção, o casamento homossexual e o aborto, mesmo em casos de violação.
Posto isto, o que raio interessa ele ser argentino?
Posto isto, o que raio interessa ele ser argentino?
terça-feira, 12 de março de 2013
Sou obcecada
Por nada em particular. Isto funciona mais ou menos por fases. Já fui obcecada em me casar, já fui obcecada em ter filhos, já fui obcecada em ter o corpo igualzinho ao da Cláudia Vieira e ultimamente sou obcecada pela escola, professores e colegas da minha filha. Funciono por objetivos e sem eles a minha vida não faz qualquer sentido. Sou capaz de ter a mesma conversa com dez pessoas diferentes como se fosse a primeira vez que falo no assunto. Com o mesmo entusiasmo, a mesma emoção, como se aquelas palavras estivessem a ser sentidas pela primeira vez. Para os de fora, as minhas obsessões não constituem nenhum drama, já o mesmo não se pode dizer para os de casa. As minhas obsessões são chatas. Eu sou chata. Sou capaz de falar o dia todo sobre a minha obsessão do momento e todos os assuntos vão dar "ao" assunto.
O bom disto é que não é eterno e nem sequer é preciso concretizar o meu objectivo para, da noite para o dia, eu arranjar outra qualquer obsessão para meu bel-entretenimento. Ando meses com a foto da Cláudinha no frigorífico, investigo entrevistas, artigos, ansiosa por saber o segredo. Até que um dia me apetece um kinder bueno, iguaria na qual também sou obcecada, e penso que se lixe, e nunca mais volto a pensar na Cláudia. Falo em ter filhos todo o santo dia. O meu marido implora-me para o deixar em paz. Não deixo. Até que há um clique qualquer na minha cabeça e eu deixo, não só de falar, como de pensar no assunto. E se essa antiga obsessão volta à baila, mudo de tema mais rápido que o João Ricardo põe a mão em qualquer moça do Vale Tudo.
Por isso, aqui me penitencio e peço já muitas desculpas à minha mui amada família por futuras estranhas obsessões que podem - e vão - surgir nos próximos 60 anos que pretendo andar por cá.
O bom disto é que não é eterno e nem sequer é preciso concretizar o meu objectivo para, da noite para o dia, eu arranjar outra qualquer obsessão para meu bel-entretenimento. Ando meses com a foto da Cláudinha no frigorífico, investigo entrevistas, artigos, ansiosa por saber o segredo. Até que um dia me apetece um kinder bueno, iguaria na qual também sou obcecada, e penso que se lixe, e nunca mais volto a pensar na Cláudia. Falo em ter filhos todo o santo dia. O meu marido implora-me para o deixar em paz. Não deixo. Até que há um clique qualquer na minha cabeça e eu deixo, não só de falar, como de pensar no assunto. E se essa antiga obsessão volta à baila, mudo de tema mais rápido que o João Ricardo põe a mão em qualquer moça do Vale Tudo.
Por isso, aqui me penitencio e peço já muitas desculpas à minha mui amada família por futuras estranhas obsessões que podem - e vão - surgir nos próximos 60 anos que pretendo andar por cá.
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