"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Eu só queria fazer um branqueamento... Desculpa lá, ó karma, por ser vaidosa. 150 euros depois, menos dois sisos e pontos para escambal dentro da boca, continuo sem os dentes branquinhos como os dos actores brasileiros. Destartarização, raio x... Ó senhora dentista, hellooooo, eu só quero pôr os dentes brancos, não quero saber se tenho um siso inflamado. Podia ter dito isto, deveria ter dito isto. Mas não, dona Bolachas, ai já que aqui vim faço essas correcções. Agora aguenta. Ai Jesus, pontos dentro da boca. Não dormi nada com dores, daquelas que enervam e apetece andar à pancada. Bolachas, agora só pode comer coisas moles e frias. Moles e frias? Moles e frias?
Mas eu só queria fazer um branqueamento...
Mas eu só queria fazer um branqueamento...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Pingo. Tosse. Dor de gengiva, algo inédito. Frio. Chuva. Compras feitas. Polvo. Um puto d'um polvo vinte euros. Já não é possível comer polvo nesta terra. Lulas. Frango. Tenho sempre planos para fazer bolos e quiches e empadas e empadinhas e depois alapo-me no sofá por volta das 14h30 de sábado e só saio de lá às 23h30 de domingo. Xi, esqueci-me da Coca-Cola. Porra.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Não preciso de me zangar com alguém para sentir a sua falta. Sempre achei uma idiotice aquele lugar comum "só vemos o quanto gostamos de uma pessoa quando a perdemos". Eu sei de quem gosto, o quanto gosto e, se só dou conta da importância de alguém na minha vida quando cortei qualquer laço com essa pessoa, então é porque sou parva. Tampouco acredito naquele velho mito "posso não falar com aquela pessoa há dez anos, mas sei que é minha amiga". Na amizade, como no amor, é preciso estar, falar, tocar, olhar. Quando se gosta, sente-se falta. Se não tenho cinco minutos para te telefonar, se não tenho meia hora para tomar café, uma hora para almoçar ou a noite inteira para conversar contigo é porque não quero. Se eu gostar de ti, vou estar contigo. Quero saber como estás, quero rir-me contigo, chorar contigo. E tu, se gostares de mim, vais querer estar comigo. Na amizade, como no amor, levo tudo muito a sério. Talvez seja por isso que tenha tido, ao longo da vida, poucos amigos e namorados.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Ontem tirei um siso. Diziam-me que seria horrível, que me ia doer, que alguém emagreceu dez quilos depois de arrancar o dente e piu piu piu, lai lai lai. Não me doeu absolutamente nada. A "operação" deve ter demorado uns três minutos e quinze depois estava a comer uma nata. Acho que, de todos os meus inúmeros atributos, aquele que me causa mais orgulho é a minha não pieguice. Considero-me uma mulher forte. Já rachei a cabeça, já cortei um dedo, já fui operada a esse mesmo dedo, já fiz uma cesariana, já caí dezenas de vezes, já dei injecções a mim própria. Em todas estas situações - e mais algumas - não verti uma lágrima, não me queixei. Sou a pessoa mais preguiçosa e mimalha do mundo, mas quando preciso ficar quieta por motivos de saúde, tenho vontade de fazer tudo, mostrar que não preciso da ajuda de ninguém. Esta característica tem crescido ao longo dos últimos anos. Digamos que, em termos de não pieguice, eu estou no Pólo Norte e a minha filha está no Pólo Sul. E parece que, quanto mais eu tento mostrar-lhe que, quando há alguma coisa a fazer - seja tomar um comprimido, seja levar uma vacina, seja fazer análises - o melhor é fazer logo de uma vez para acabar rapidamente com o suposto sofrimento, mais ela fica piegas. Com oito anos pesava 25 quilos, acho que isto diz muito acerca da sua massa corporal, e eu e dois enfermeiros não a conseguíamos segurar para colocar-lhe soro. Teve que vir também o médico, que a segurou nas pernas, para que um dos enfermeiros conseguisse enfiar-lhe a agulha. Qual a minha atitude quando estas situações acontecem e ela grita a plenos pulmões no meio das urgências que se eu deixar que lhe enfiem a agulha eu deixo de ser mãe dela e que nunca mais fala para mim? Muito simples. Mando-a calar, digo-lhe que tem de ser para o bem dela e seguro-a forte nos braços. No meio da crise mantenho a calma. Alguém tem de o fazer. O meu marido derrete-se todo e, por ele, sairíamos do hospital sem enfiar a porcaria da agulha, afinal se calhar nem é preciso, coitadinha, já está melhor, vês. Ser a má da fita é, nestes casos, ser a boa da fita. Pois se não faço "aquela" cara, que eles tão bem conhecem e respeitam, ela continuaria a jorrar sangue novamente até casa, como daquela vez que se cortou e precisou levar pontos. No meio da crise, a calma. No dia seguinte, a enxaqueca.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
O meu colega da frente tem as unhas muito sujas. Consigo vê-las perfeitamente enquanto trabalho. Estão pretas. Não há coisa mais nojenta que um homem com unhas sujas. E o computador dele tem pêlos. Tive de ir escrever um texto para lá e no i e no m estavam dois pintelhos. Ora, ele ali ao lado, não tive coragem para soprar o teclado. Vai daí e escrevo com aquilo lá. Como se não estivesse nada e eu fosse completamente cega, porque eram dois pêlos enormes. E é isto.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Pergunta para queijinho
Se acabarem com a ADSE vão devolver o dinheiro que os funcionários públicos descontaram durante décadas e que nunca dele usufruíram?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Color run
Quem é que paga 15 euros para entrar numa corrida onde lhe vão atirar pós coloridos e sair de lá toda cagada? Pelos vistos, muita gente. E eu também. Se alguém me atira esta porcaria para os olhos...
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Sim, diz
O impossível de antes sempre foi possível, apenas não tinha acontecido que alguém tivesse sido capaz de chegar até ele. Faltava a quantidade de pessoas que acreditaram, que perseguiram o filão até o demonstrarem e construírem. O mesmo acontece com o impossível de agora. O impossível de agora não deve ser muito diferente do impossível de antes. Por sua vez, o impossível mesmo impossível existia num e continua a existir no outro, mas como não pode ser distinguido do impossível que será possível no futuro, a hipótese mais criadora, aquela que propõe mais esperança é a que considera que tudo o que formos capazes de imaginar poderá ser materializado. Ou seja, todo o impossível poderá vir a ser possível. Assim, não há nenhum motivo para fazer cara de peido e dizer: não, acho que não vai correr bem. Em primeiro lugar, porque a imaginação expande o mundo, ou expande aquilo que somos capazes de ver nele, o que é a mesma coisa. Em segundo lugar porque é muito provável que o "correr mal" deles seja o nosso "correr bem".
José Luís Peixoto
José Luís Peixoto
Fui mãe aos vinte anos. Engravidei no segundo ano da faculdade. Eu estudava numa cidade diferente, tinha amigos novos e os meus pais, finalmente, tinham começado a deixar-me sair à noite. A vida corria-me bem. Não, não fui nenhuma menina rebelde que, assim que alcançou um pouco de liberdade, desatou a esfregar-se em tudo o que era rapaz e a apanhar grandes bebedeiras. Nada disso. Tive dois namorados, um dos quais o meu marido, e as tão famosas "curtes" do meu tempo não eram para mim. Sempre fui muito ajuízada, excepto uma vez. Engravidei e, a partir desse momento, acabaram as saídas à noite, os jantares, o cinema, os concertos, os amigos. Sem nada em comum com os rapazes e raparigas de vinte anos, que não sabiam quais as melhores fraldas, o melhor leite em pó, que não se levantavam dez vezes de noite e, principalmente, eram livres para serem irresponsáveis, tal como a idade assim o permite, vivi alguns anos isolada emocionalmente, com um amor gigantesco pela minha filha e nem por um segundo arrependida de a ter tido. Posso dizer, e digo-o com muito orgulho, que assumi em pleno as minhas responsabilidades de mãe. Não a deixava com os meus pais por nada, custava-me horrores afastar-me para ir fazer os exames à faculdade e, aos vinte anos, era uma mulher de trinta.
E agora, nos trintas, sinto-me uma menina de vinte. A minha filha está linda, é feliz, está a entrar na adolescência e na fase da parvalheira. Gostamos das mesmas roupas, das mesmas lojas, das mesmas músicas, dos mesmos programas de televisão. Não somos amigas, que nunca acreditei nessa história. Somos mãe e filha, mas com mais coisas em comum do que, penso eu, a maior parte das mães e das filhas. Sou casada, mas o nosso relacionamento de dez anos é o de dois namorados, sempre aos beijinhos, abraços, telefonemas e mensagens. Os três fazemos uma família bonita e somos todos apaixonados uns pelos outros.
Talvez por ter invertido as fases na vida de uma mulher, o meu relógio biológico tenha empancado. Sei o que é ser mãe de um recém-nascido. Não é pêra doce. Ele (o relógio) tem um ano para dar o ar da sua graça. Vamos ver se resolve aparecer.
E agora, nos trintas, sinto-me uma menina de vinte. A minha filha está linda, é feliz, está a entrar na adolescência e na fase da parvalheira. Gostamos das mesmas roupas, das mesmas lojas, das mesmas músicas, dos mesmos programas de televisão. Não somos amigas, que nunca acreditei nessa história. Somos mãe e filha, mas com mais coisas em comum do que, penso eu, a maior parte das mães e das filhas. Sou casada, mas o nosso relacionamento de dez anos é o de dois namorados, sempre aos beijinhos, abraços, telefonemas e mensagens. Os três fazemos uma família bonita e somos todos apaixonados uns pelos outros.
Talvez por ter invertido as fases na vida de uma mulher, o meu relógio biológico tenha empancado. Sei o que é ser mãe de um recém-nascido. Não é pêra doce. Ele (o relógio) tem um ano para dar o ar da sua graça. Vamos ver se resolve aparecer.
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