terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Eu só queria fazer um branqueamento... Desculpa lá, ó karma, por ser vaidosa. 150 euros depois, menos dois sisos e pontos para escambal dentro da boca, continuo sem os dentes branquinhos como os dos actores brasileiros. Destartarização, raio x... Ó senhora dentista, hellooooo, eu só quero pôr os dentes brancos, não quero saber se tenho um siso inflamado. Podia ter dito isto, deveria ter dito isto. Mas não, dona Bolachas, ai já que aqui vim faço essas correcções. Agora aguenta. Ai Jesus, pontos dentro da boca. Não dormi nada com dores, daquelas que enervam e apetece andar à pancada. Bolachas, agora só pode comer coisas moles e frias. Moles e frias? Moles e frias?
Mas eu só queria fazer um branqueamento...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Pingo. Tosse. Dor de gengiva, algo inédito. Frio. Chuva. Compras feitas. Polvo. Um puto d'um polvo vinte euros. Já não é possível comer polvo nesta terra. Lulas. Frango. Tenho sempre planos para fazer bolos e quiches e empadas e empadinhas e depois alapo-me no sofá por volta das 14h30 de sábado e só saio de lá às 23h30 de domingo. Xi, esqueci-me da Coca-Cola. Porra.
  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Não preciso de me zangar com alguém para sentir a sua falta. Sempre achei uma idiotice aquele lugar comum "só vemos o quanto gostamos de uma pessoa quando a perdemos". Eu sei de quem gosto, o quanto gosto e, se só dou conta da importância de alguém na minha vida quando cortei qualquer laço com essa pessoa, então é porque sou parva. Tampouco acredito naquele velho mito "posso não falar com aquela pessoa há dez anos, mas sei que é minha amiga". Na amizade, como no amor, é preciso estar, falar, tocar, olhar. Quando se gosta, sente-se falta. Se não tenho cinco minutos para te telefonar, se não tenho meia hora para tomar café, uma hora para almoçar ou a noite inteira para conversar contigo é porque não quero. Se eu gostar de ti, vou estar contigo. Quero saber como estás, quero rir-me contigo, chorar contigo. E tu, se gostares de mim, vais querer estar comigo. Na amizade, como no amor, levo tudo muito a sério. Talvez seja por isso que tenha tido, ao longo da vida, poucos amigos e namorados.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ontem tirei um siso. Diziam-me que seria horrível, que me ia doer, que alguém emagreceu dez quilos depois de arrancar o dente e piu piu piu, lai lai lai. Não me doeu absolutamente nada. A "operação" deve ter demorado uns três minutos e quinze depois estava a comer uma nata. Acho que, de todos os meus inúmeros atributos, aquele que me causa mais orgulho é a minha não pieguice. Considero-me uma mulher forte. Já rachei a cabeça, já cortei um dedo, já fui operada a esse mesmo dedo, já fiz uma cesariana, já caí dezenas de vezes, já dei injecções a mim própria. Em todas estas situações - e mais algumas - não verti uma lágrima, não me queixei. Sou a pessoa mais preguiçosa e mimalha do mundo, mas quando preciso ficar quieta por motivos de saúde, tenho vontade de fazer tudo, mostrar que não preciso da ajuda de ninguém. Esta característica tem crescido ao longo dos últimos anos. Digamos que, em termos de não pieguice, eu estou no Pólo Norte e a minha filha está no Pólo Sul. E parece que, quanto mais eu tento mostrar-lhe que, quando há alguma coisa a fazer - seja tomar um comprimido, seja levar uma vacina, seja fazer análises - o melhor é fazer logo de uma vez para acabar rapidamente com o suposto sofrimento, mais ela fica piegas. Com oito anos pesava 25 quilos, acho que isto diz muito acerca da sua massa corporal, e eu e dois enfermeiros não a conseguíamos segurar para colocar-lhe soro. Teve que vir também o médico, que a segurou nas pernas, para que um dos enfermeiros conseguisse enfiar-lhe a agulha. Qual a minha atitude quando estas situações acontecem e ela grita a plenos pulmões no meio das urgências que se eu deixar que lhe enfiem a agulha eu deixo de ser mãe dela e que nunca mais fala para mim? Muito simples. Mando-a calar, digo-lhe que tem de ser para o bem dela e seguro-a forte nos braços. No meio da crise mantenho a calma. Alguém tem de o fazer. O meu marido derrete-se todo e, por ele, sairíamos do hospital sem enfiar a porcaria da agulha, afinal se calhar nem é preciso, coitadinha, já está melhor, vês. Ser a má da fita é, nestes casos, ser a boa da fita. Pois se não faço "aquela" cara, que eles tão bem conhecem e respeitam, ela continuaria a jorrar sangue novamente até casa, como daquela vez que se cortou e precisou levar pontos. No meio da crise, a calma. No dia seguinte, a enxaqueca.