quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Color run

Quem é que paga 15 euros para entrar numa corrida onde lhe vão atirar pós coloridos e sair de lá toda cagada? Pelos vistos, muita gente. E eu também. Se alguém me atira esta porcaria para os olhos...

Não tenho absolutamente nada de interessante para dizer. Estou mal disposta. Da cabeça, não do corpo. Nem é mal disposta. É assim uaréber, como diz a Fanny. A precisar de um mimo, talvez. Eu sou muito mimada. Muito mesmo. Tenho de deixar de ser. Ou não. Uaréber.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sim, diz

O impossível de antes sempre foi possível, apenas não tinha acontecido que alguém tivesse sido capaz de chegar até ele. Faltava a quantidade de pessoas que acreditaram, que perseguiram o filão até o demonstrarem e construírem. O mesmo acontece com o impossível de agora. O impossível de agora não deve ser muito diferente do impossível de antes. Por sua vez, o impossível mesmo impossível existia num e continua a existir no outro, mas como não pode ser distinguido do impossível que será possível no futuro, a hipótese mais criadora, aquela que propõe mais esperança é a que considera que tudo o que formos capazes de imaginar poderá ser materializado. Ou seja, todo o impossível poderá vir a ser possível. Assim, não há nenhum motivo para fazer cara de peido e dizer: não, acho que não vai correr bem. Em primeiro lugar, porque a imaginação expande o mundo, ou expande aquilo que somos capazes de ver nele, o que é a mesma coisa. Em segundo lugar porque é muito provável que o "correr mal" deles seja o nosso "correr bem".

José Luís Peixoto

Eu percebi bem?


O José Luís Peixoto diz "cara de peido"?
Fui mãe aos vinte anos. Engravidei no segundo ano da faculdade. Eu estudava numa cidade diferente, tinha amigos novos e os meus pais, finalmente, tinham começado a deixar-me sair à noite. A vida corria-me bem. Não, não fui nenhuma menina rebelde que, assim que alcançou um pouco de liberdade, desatou a esfregar-se em tudo o que era rapaz e a apanhar grandes bebedeiras. Nada disso. Tive dois namorados, um dos quais o meu marido, e as tão famosas "curtes" do meu tempo não eram para mim. Sempre fui muito ajuízada, excepto uma vez. Engravidei e, a partir desse momento, acabaram as saídas à noite, os jantares, o cinema, os concertos, os amigos. Sem nada em comum com os rapazes e raparigas de vinte anos, que não sabiam quais as melhores fraldas, o melhor leite em pó, que não se levantavam dez vezes de noite e, principalmente, eram livres para serem irresponsáveis, tal como a idade assim o permite, vivi alguns anos isolada emocionalmente, com um amor gigantesco pela minha filha e nem por um segundo arrependida de a ter tido. Posso dizer, e digo-o com muito orgulho, que assumi em pleno as minhas responsabilidades de mãe. Não a deixava com os meus pais por nada, custava-me horrores afastar-me para ir fazer os exames à faculdade e, aos vinte anos, era uma mulher de trinta.
E agora, nos trintas, sinto-me uma menina de vinte. A minha filha está linda, é feliz, está a entrar na adolescência e na fase da parvalheira. Gostamos das mesmas roupas, das mesmas lojas, das mesmas músicas, dos mesmos programas de televisão. Não somos amigas, que nunca acreditei nessa história. Somos mãe e filha, mas com mais coisas em comum do que, penso eu, a maior parte das mães e das filhas. Sou casada, mas o nosso relacionamento de dez anos é o de dois namorados, sempre aos beijinhos, abraços, telefonemas e mensagens. Os três fazemos uma família bonita e somos todos apaixonados uns pelos outros.
Talvez por ter invertido as fases na vida de uma mulher, o meu relógio biológico tenha empancado. Sei o que é ser mãe de um recém-nascido. Não é pêra doce. Ele (o relógio) tem um ano para dar o ar da sua graça. Vamos ver se resolve aparecer.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Adiei para exactamente daqui a um ano a decisão de voltar a ser mãe. E esta foi, sem dúvidas, a decisão mais acertada.