Reunião com director de turma da minha filha. Nada a declarar sobre o seu comportamento. Bem-educada, simpática, participativa, interessada. É a primeira vez que venho de uma reunião satisfeita. Até agora, os directores de turma da minha filha sempre se queixaram da sua distracção e de como esta a impedia de ser uma excelente aluna. No início do ano, fiquei preocupada quando soube que entre os colegas estariam ciganos e repetentes com fartura. É uma das piores turmas de 7º ano da escola. Eu sei, eu sei, já vou chegar lá. A minha filha pediu-me para confiar nela, que se ia portar bem, que não se ia deixar influenciar. Confiei. Os professores simpatizaram logo com ela e ela destaca-se entre os restantes pelo interesse que demonstra. Isso fez com que ela se sentisse mais empenhada em tirar boas notas e, contrariamente ao que eu tinha pensado, os testes nunca lhe correram tão bem como este ano. Ela sempre andou em turmas com excelentes alunos e eu pensava que era positivo ter como companhia crianças estudiosas e interessadas. Mas, a vida trocou-me as voltas e fez-me repensar nisto da educação e do que os pais pensam ser o melhor para os seus filhos. Os bons alunos desmotivavam a minha filha, insegura em relação às suas capacidades. Era apenas mais uma no meio de trinta. Ser considerada um exemplo, palavras do director de turma, tem-na motivado como nunca. Estuda sem ninguém a mandar, faz todos os trabalhos, participa e tira boas notas. Ao mesmo tempo, ficou amiga dos ciganos e dos repetentes, crianças com dificuldades de aprendizagem e necessidades especiais. Já assistiu a pancada e a marmelada da grossa entre eles. Sempre, acho eu, mantendo a meninice que tanto a caracteriza e crescendo.
Afastá-la de todos os supostos perigos não é o caminho correcto para um crescimento saudável.
"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama
As minhas duas avós tiveram cancro da mama. Uma sobreviveu. Façam favor de apalpar, todos os meses, as vossas ditas cujas.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Coisas que gosto e não gosto que vou dizer quando o Daniel Oliveira me entrevistar # 09
Gosto de segundas-feiras. De saber que tenho uma semana inteira à minha frente para fazer o que mais gosto e o que menos gosto mas que tenho que fazer na mesma de maneira que não vale a pena chorar.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Egoísta?
Um colega está, nos últimos dois anos, a passar a mensagem aos filhos que trabalhar fora do país é uma coisa fantástica para que, daqui a alguns anos, quando eles forem adultos, encarem essa possibilidade como normal e não sofram com o seu afastamento da família e do país. Porque em Portugal não vai haver lugar para eles. Porque lá fora é que se vai ganhar dinheiro. Porque aqui ninguém é reconhecido.
A minha filha estará no mercado de trabalho daqui a dez anos, mais coisa, menos coisa. Talvez eu esteja a ser uma péssima mãe, egoísta e irresponsável até, mas não consigo, não posso, não quero ensinar-lhe que este é o único caminho.
A minha filha estará no mercado de trabalho daqui a dez anos, mais coisa, menos coisa. Talvez eu esteja a ser uma péssima mãe, egoísta e irresponsável até, mas não consigo, não posso, não quero ensinar-lhe que este é o único caminho.
Toca a mexer
O pior programa de televisão de sempre. Pior que a terceira edição da Casa dos Segredos, e se esta edição é má. A Bárbara Guimarães está no seu pior, sempre a fazer um papel de coitadinha - e que raio, quem escolhe a tua roupa, Bárbara - e isso também já era difícil, ter o Paulo Futre como júri é apenas mais uma das muitas humilhações a que sujeitam os concorrentes que, convenhamos, não dançam nada. É como assistir a um concurso de cantores onde todos cantam mal.
E pronto, é isto. Apeteceu-me dizer mal de alguma coisa.
E pronto, é isto. Apeteceu-me dizer mal de alguma coisa.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Este blog é a minha cara. Está de bem com a vida, é apaixonado por ela e tanto é discreto como espalhafatoso. Assim sou eu. Tentei que o Barriga de Bolacha seguisse uma linha, mas o melhor blog snob-chic estava nas mãos d'O Pipoco mais Salgado, o melhor blog publicitário é com A Pipoca mais Doce, o melhor baby-blog é o Quadripolaridades (brincadeirinha Pólo Norte). Por isso, optei por escrever, de todas as vezes, consoante o meu estado de espírito, uma salganhada de temas e de tons. Já fui lamechas até mais não, já fui má, já fui romântica, já mostrei o meu talento para o desenho, já partilhei as minhas teorias espectaculares. Há muitas personagens por trás dos blogs. Mas aqui não. Nem sempre a coisa corre bem e quando releio apetece-me mudar tudo. Mas, maridão e filha adorada, de cada vez que vejo os vossos sorrisos quando vos dedico um texto, por mais simples que seja, arrependo-me de não ter iniciado o Barriga de Bolacha há mais tempo.
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