Mas ao entrar naquela escola, estranho. Hoje já não é a nossa escola. É a escola da nossa filha e eu entro como mãe, encarregada de educação, acreditas? Vou reclamar, barafustar, falar com a directora, porque não há professores ainda, que país é este, e então a segregação das crianças em turmas de filhos de pessoas conhecidas da terra e os outros, e a minha filha pertence aos outros. O tempo passou, os papéis mudaram. E vai ser a frase mais lamechas de todo este blog, mas hoje sou imensamente mais feliz do que há vinte anos atrás.
"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O mesmo local, papéis tão diferentes
Entro na escola que frequentámos, onde te vi pela primeira vez, e sorrio. Tento viajar no tempo, voltar aos onze anos, sentir aquelas emoções. Sorrio de novo. Que mania temos nós de achar que na infância é que era, tanta brincadeira, tantas bolachas sem consequências, tanto ranho mas tanta felicidade. Lá por isso nunca achei graça à Caderneta de Cromos. Não sou pessoa de passado, para o bem e para o mal. Não posso ser. Hoje é que é.
Mas ao entrar naquela escola, estranho. Hoje já não é a nossa escola. É a escola da nossa filha e eu entro como mãe, encarregada de educação, acreditas? Vou reclamar, barafustar, falar com a directora, porque não há professores ainda, que país é este, e então a segregação das crianças em turmas de filhos de pessoas conhecidas da terra e os outros, e a minha filha pertence aos outros. O tempo passou, os papéis mudaram. E vai ser a frase mais lamechas de todo este blog, mas hoje sou imensamente mais feliz do que há vinte anos atrás.
Mas ao entrar naquela escola, estranho. Hoje já não é a nossa escola. É a escola da nossa filha e eu entro como mãe, encarregada de educação, acreditas? Vou reclamar, barafustar, falar com a directora, porque não há professores ainda, que país é este, e então a segregação das crianças em turmas de filhos de pessoas conhecidas da terra e os outros, e a minha filha pertence aos outros. O tempo passou, os papéis mudaram. E vai ser a frase mais lamechas de todo este blog, mas hoje sou imensamente mais feliz do que há vinte anos atrás.
Pronto, desisto
Querida Cláudia
Agora sei, ser tu dá imenso trabalho. Barriga e braços como os teus não se alcançam da noite para o dia. E vamos ser sinceras, tu não comes bolachas, pois não? É que eu até aguento a sopa, a fruta, a alface e os iogurtes zero mas, tu entendes, a minha alcunha tem uma razão de ser e as bolachas são vitais para o funcionamento das minhas artérias. E as quatro horas no ginásio também não são nada fáceis, convenhamos. Eu ontem bem tentei Claudinha e hoje estou que não posso, que não posso, digo-te. Toda a gente me pergunta o que tenho, estou com ar abatido, se estou aleijada, o que aconteceu. E eu digo, estou a tentar ser igual à Claudinha. Mas pronto, depois de persistir nesta busca durante dois dias (dois dias, amiga, sem bolachas) e não ver quaisquer resultados, vou desistir. Tenho que me consciencializar que tu és produto do photoshop, mesmo quando apareces no ecrã, o que sei que não é possível mas não faz mal.
Agora sei, ser tu dá imenso trabalho. Barriga e braços como os teus não se alcançam da noite para o dia. E vamos ser sinceras, tu não comes bolachas, pois não? É que eu até aguento a sopa, a fruta, a alface e os iogurtes zero mas, tu entendes, a minha alcunha tem uma razão de ser e as bolachas são vitais para o funcionamento das minhas artérias. E as quatro horas no ginásio também não são nada fáceis, convenhamos. Eu ontem bem tentei Claudinha e hoje estou que não posso, que não posso, digo-te. Toda a gente me pergunta o que tenho, estou com ar abatido, se estou aleijada, o que aconteceu. E eu digo, estou a tentar ser igual à Claudinha. Mas pronto, depois de persistir nesta busca durante dois dias (dois dias, amiga, sem bolachas) e não ver quaisquer resultados, vou desistir. Tenho que me consciencializar que tu és produto do photoshop, mesmo quando apareces no ecrã, o que sei que não é possível mas não faz mal.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Claudinha Vieira, Claudinha Vieira
Claudinha, sabes que trabalho quase todos os dias para ficar como tu, mas tem sido uma missão difícil, para não dizer impossível. Por obséquio, diz-me lá o teu segredo e, por favor, diz-me que comes bolachas todos os dias.
Enquanto a perfeição não chega, vou sonhando com ela:
Enquanto a perfeição não chega, vou sonhando com ela:
Coisas que gosto e não gosto que vou dizer quando o Daniel Oliveira me entrevistar # 06
Gosto quando a justiça não falha, muito embora ela tarde, por vezes. É sempre com um gostinho especial que vejo as pessoas que espalham maldade por aí provarem do seu próprio veneno.
Eu, se fosse o Passos, também pensava em ir estudar filosofia para Paris.
Eu, se fosse o Passos, também pensava em ir estudar filosofia para Paris.
Inocência?
Porque é que os homens terminam relacionamentos longos sem dar explicações, dizendo apenas que algo não está bem e que precisam de tempo para eles, e as mulheres continuam a acreditar que não é por causa de outra mulher?
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Namorado novo
Ter colegas novos no escritório é como ter um novo namorado. Eu gosto de ter a TSF sintonizada durante todo o dia, praguejar enquanto ouço as notícias e, de vez em quando, chamar os políticos de filho desta e daquela. Os colegas antigos, casamento com mais de uma década, já se habituaram e respeitam esta minha vontade, como eu me habituei e respeito outras vontades deles. Pois que os colegas novos não gostam de ouvir a TSF e logo no primeiro dia perguntaram se ia ser aquilo o dia todo. Pois que vai, caros colegas, temos que estar informados, respondi eu. Mas os colegas não acreditaram e reviraram os olhos com ar entediado. Tudo bem, ok, estamos numa nova relação, mas a casa é minha. E se logo no primeiro dia este novo namorado faz exigências, não passando pela fase apaixonada em que ambos querem fazer as vontades ao outro, então estamos quilhados.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

