"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Não sou de Outono
Sou de Verão. Os dias quentes e longos. As roupas frescas e curtas. Ainda estou com tom de férias, mas rapidamente ele vai passar e vai dar lugar a uma cor amarelada, quase adoentada, que vai perdurar até junho. Junho. 9 meses até lá. Pior que o Outono só o inverno. Natal e Passagem de Ano, as festas mais desnecessárias do calendário. Antes comemorar a Nossa Senhora das Dores.
Ser mãe é complicado. Como decidir o que é melhor para eles quando, na maior parte das vezes, nem sabemos o que é melhor para nós? Como fazer opções que mudarão as suas vidas sem incertezas? Como partir-lhes o coração e dizer-lhes que é o melhor para eles? Longe vai o tempo que dar beijinhos e trocar as fraldas era a minha preocupação.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Uma semana decorrida desde o início das aulas e ainda sem três professores.
Os dias vão passando e a matéria não é dada, mas depois os professores têm que dar o programa até ao fim. Está tudo muito bem feito. Sim, senhor.
Constante nas suas inconstâncias
Sempre foi constante nas suas inconstâncias. Acordava feliz, almoçava triste, lanchava eufórica, jantava melacólica e deitava-se contente. Como na música, não consigo compreender este estado de ansiedade, insatisfeita, como se soubesse que tudo lhe estava destinado e, enquanto esse fado não se cumprisse, continuaria constante nas suas insconstâncias. Tudo se cumpriria. Hoje, as alegrias e as dificuldades quando chegam é como se lhes tivessem sido anunciadas muito antes de acontecerem. Hoje, já não é constante nas suas inconstâncias. Hoje é apenas e todos os dias - sim, todos os dias - feliz.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Das expectativas
Há mais de um ano que a minha filha me pede para ir para a escola sozinha. O caminho a percorrer tem apenas 200 metros e, este ano, decidi que sim, que podia. Ora, a escola começou na segunda-feira. Hoje é quinta. Quando há pouco pedi há minha filha que, ao final da tarde, em vez de esperar por mim, fosse andando para casa, respondeu-me logo oh mãe, fogo, já tive que vir a pé para a escola e agora queres que vá a pé para casa? Andar a pé cansa muito. Senhor, dai-me paciência para aturar pré-adolescentes com expectativas altas que rapidamente saem furadas.
E agora algo muito importante
Gosto que nunca cheires mal dos pés. Ou dos sovacos. Há pessoas que têm essa sorte, mas eu nunca tinha conhecido nenhuma. Enfrentar 40 graus e andar quilómetros sem que odores a queijo ou a caril resolvam aparecer é, sem dúvida, algo que tem que ser comemorado. Tiras as sapatilhas, as meias e eu inspecciono os teus pés. Nada. Ando ali com o nariz à volta dos dedos e... Nada. Passamos aos sovacos. Tiras a camisa e o ritual repete-se. Nada. Como é possível? Não sei. Mas gosto que nunca cheires mal dos pés ou dos sovacos.
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