"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
O regresso
Já me estendi no meu sofá, já comi a minha comida, já dormi na minha cama, na minha almofada. A rotina tem má reputação, culpam-na quando as relações falham, quando as vidas perdem sentido. A rotina tem costas largas. Gosto do cheiro da minha casa, de deixar a minha filha na escola, gosto de trabalhar, de às terças, quartas e sábados ir à ginástica. Gosto das minhas rotinas.
sábado, 15 de setembro de 2012
Feliz 12º
Aquele primeiro momento foi estranho. Romantizei-o durante tantos meses e ali estava ele, cru, rápido, confuso. Disseram-me "aqui está a sua filha". Filha, filha, filha, filha. Às 15h45 de um dia como outro qualquer, tornei-me mãe. A tua mãe.
Olhámo-nos. E sei que, naquele instante, sentimos (espera. Está a tocar o telefone. És tu. Estás a contar que estás a comer um gelado de baunilha e chocolate.) medo. Mas, entre a música que estava a passar no rádio e as conversas entre a anestesista, a parteira, a enfermeira, o ginecologista e a pediatra, também naquele instante, as duas em silêncio, fizemos um pacto. Iríamos crescer juntas, unha com carne, pele com pele.
Esse momento aconteceu há doze anos. Às vezes, ainda olhamo-nos com medo. A vida assusta, às vezes. Mas agora e amanhã, como antes, vem para o meu colo, deixa-me embalar-te, cantar-te uma canção "o mar enrola na areia, ninguém sabe o que ele diz", sentir a tua pele quente. Quando estivermos assim, aninhadas uma na outra, o medo vai passar.
Olhámo-nos. E sei que, naquele instante, sentimos (espera. Está a tocar o telefone. És tu. Estás a contar que estás a comer um gelado de baunilha e chocolate.) medo. Mas, entre a música que estava a passar no rádio e as conversas entre a anestesista, a parteira, a enfermeira, o ginecologista e a pediatra, também naquele instante, as duas em silêncio, fizemos um pacto. Iríamos crescer juntas, unha com carne, pele com pele.
Esse momento aconteceu há doze anos. Às vezes, ainda olhamo-nos com medo. A vida assusta, às vezes. Mas agora e amanhã, como antes, vem para o meu colo, deixa-me embalar-te, cantar-te uma canção "o mar enrola na areia, ninguém sabe o que ele diz", sentir a tua pele quente. Quando estivermos assim, aninhadas uma na outra, o medo vai passar.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Cookiezilla
Os ciúmes toldam-me o raciocínio. Em relação às minhas duas pessoas, há uma regra que não pode ser quebrada: ninguém se pode aproximar em demasia ou, pelo menos, o que para mim é em demasia. Relações familiares foram fragilizadas, já quase andei à pancada e aborreço bastante os lesados, eu sei.
No entanto, não vejo no horizonte forma de ultrapassar este defeito. Calo-me com dificuldade durante um período, mas rapidamente o meu camião enche (um camiãozinho de brincar, diga-se) e explode estragando muito do que está à volta.
No entanto, não vejo no horizonte forma de ultrapassar este defeito. Calo-me com dificuldade durante um período, mas rapidamente o meu camião enche (um camiãozinho de brincar, diga-se) e explode estragando muito do que está à volta.
sábado, 8 de setembro de 2012
Chega-te a mim. Pede-me que fique, que te abrace. Tu sabes que eu quero que te chegues, que quero ficar, que te quero abraçar. O orgulho é uma vaidade tola. A vida parece suspender-se quando estamos afastados, mas as horas continuam a passar, as refeições continuam a fazer-se, os banhos a tomar-se.
Enquanto as horas passam e eu como e eu tomo banho, a vida está suspensa porque só vivo quando estou contigo.
Enquanto as horas passam e eu como e eu tomo banho, a vida está suspensa porque só vivo quando estou contigo.
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