Fui convidada para um casamento. E a ansiedade das noivas, desde que casei, parece-me sempre completamente desnecessária. É que quando as coisas podem correr mal, as coisas correm mal. E existem centenas de pormenores que escapam ao nosso empenho, tal como a noiva sentir-se mal e passar o copo de água todo a vomitar. Eu tenho a certeza que não há pior que isto. Pois, e aconteceu-me.
O nervosismo do meu pai quando ainda estávamos em casa, tanto que parecia ele a noiva, combinado com a minha própria ansiedade resultou num estômago embrulhado e numa cabeça a latejar, os dois meus, diga-se. Até à igreja fui com a cabeça fora do carro, tal como um cão todo contente, com a língua de fora, por sentir o vento no focinho. A diferença é que eu não tenho focinho e nem tão pouco ia contente com a língua de fora. O meu único pensamento e desejo era: "Bolachas, não vomites na igreja".
E, de facto, este desejo foi concedido. Esperei até chegar à quinta para vomitar. Só parei quando cheguei à casa nova. Não comi, não bebi, não dancei. Minto, dancei. Abri o baile com o meu recém-marido. Quem vir o vídeo pensa logo: "ai, que bonito, estavas tão compenetrada, tão apaixonada". Não, não estava. Estava era literalmente a segurar-me no meu moço, de olhos fechados e a pedir-lhe secretamente que não me balançasse muito.
No final do casamento chorei, chorei, chorei. A sonhar com aquele dia desde que praticamente nasci (e não me venham com coisas, que todas as meninas, umas mais e outras menos, claro, imaginam centenas de vezes este dia) e tudo, TUDO, tinha corrido mal.
Por isso, a ansiedade das noivas me parece desnecessária. Desde que não seja preciso arranjar uma sala escura para a noiva dormir enquanto os convidados se divertem, o casamento já correu muito bem.
Um dia, vou casar-me outra vez (contigo na mesma Sr. Bolachas, não te preocupes).
"Não sou nada. Nunca serei nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo". Fernando Pessoa
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
das horas que não passam
A vontade é nenhuma. A cabeça pesada, os olhos cansados, o corpo prostrado na cadeira do trabalho. A mente vagueia, vagueia e não me deixa concentrar. As conversas não me interessam, hoje sou egoísta, as tarefas a concluir parecem-me muros de cem metros que tenho de ultrapassar. Cada minuto dura, de certeza, muito mais de sessenta segundos porque olho para o relógio do computador e ele ainda me diz 9:35, tal como quando iniciei este texto.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Querido Ricardo Araújo Pereira
Ao longo dos anos tenho sido uma fã incondicional. Mas, depois de ouvir isto, não sei se poderemos manter esta relação. Tenho muita pena. Bem sei que teres-me no teu rol de admiradoras era muito prestigiante para ti, mas não insistas. Está tudo acabado.
O desporto mais bonito e difícil de sempre
Uma fã de coração partido
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Mas não há quem decida por mim?
Decidir pode ser difícil. O dia é feito de opções: "vou ficar mais cinco minutos na cama"; "não vou comer pão"; "vou a pé para o trabalho"; "não vou cumprimentá-lo"; "vou mas é comer uma pizza e faltar à ginástica". E se estes exemplos, em princípio, só a nós nos dizem respeito, há decisões que interferem com outras vidas, com outras expectativas, com outros sonhos e que, uma vez tomadas, não podem ser revogadas. Quando temos essa consciência, surge o inevitável se: "E se me arrependo?" Acho que este se é sinal que não estamos seguros da nossa decisão, que ainda não estamos prontos para a tomar. Porque quando estamos preparados, quando pensamos que algo faz muito sentido, há uma vontade imensa de dizer "sim!" e os ses não existem porque é claro (na nossa cabeça) que nunca nos iremos arrepender daquela decisão.
Eu não gosto de estar indecisa. De não saber o que quero. De ter medo de me arrepender. De falhar. De desagradar. Tenho de aprender a aceitar as consequências das minhas decisões, viver com o arrependimento, caso ele surja, e despreocupar-me com o futuro.
Eu não gosto de estar indecisa. De não saber o que quero. De ter medo de me arrepender. De falhar. De desagradar. Tenho de aprender a aceitar as consequências das minhas decisões, viver com o arrependimento, caso ele surja, e despreocupar-me com o futuro.
sábado, 11 de agosto de 2012
Hoje deu-me para comer isto # 02
Querido crepe salgado
Por mais que te respeite
Quero é um crepe afogado
Em amêndoa e doce de leite
Foi difícil dividir
Era gostoso demais
Estou ansiosa por ir
A outras feiras medievais
Por mais que te respeite
Quero é um crepe afogado
Em amêndoa e doce de leite
Foi difícil dividir
Era gostoso demais
Estou ansiosa por ir
A outras feiras medievais
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